Data: 2011-11-04
Foi aberta nesta quinta-feira (3), em Brasília, a exposição “Sala escura da Tortura”, realizada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. As sete telas inspiradas nos relatos de Frei Tito durante seu exílio na França ficam expostas no Museu Nacional da República até 20 de novembro.
Os quadros, que pertencem ao acervo do Instituto Frei Tito de Alencar, foram pintados a óleo pelos artistas Julio Le Parc, Gontran Guanaes Netto, Alejandro Marcos e José Gamarra.
Apresentada originalmente em 1973 no Museu de Arte Moderna de Paris, a exposição denuncia a tortura. Frei Tito foi preso por participar do congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes em Ibiúna, em 1968. Fichado pela polícia, tornou-se alvo de perseguição da repressão militar. No dia 4 de novembro de 1969, foi preso no DOPS. Durante 30 dias, sofreu torturas nas dependências do órgão, de onde foi levado para o Presídio Tiradentes. Foi deportado para o Chile, fugiu para Roma e ficou exilado em Paris, onde recebeu apoio dos dominicanos.
A exposição é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, Universidade de Brasília (UnB) e Câmara dos Deputados.
Com informações do Ministério da Justiça
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