ANO 117 Nº 70 - PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 9 DE DEZEMBRO DE 2011
Afirmação é da professora da USP, Marilena Chaui, que esteve na Capital
Não é possível mexer na estrutura da sociedade brasileira sem passar pela Educação e pela cultura. A frase da professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) Marilena Chaui foi dita nessa quinta-feira - um dia após o encontro "Debates Capitais", realizado na Câmara Municipal de Porto Alegre. "Conheço pouco o Ensino do Rio Grande do Sul, mas em São Paulo quase nada de recursos é reservado para a Educação pública; talvez esse seja um dos principais problemas: a base", explica.
Aos 70 anos, Marilena relata que a Filosofia ainda é pouco retratada no ambiente escolar. Segundo ela, a disciplina poderia ser abordada e associada a outras matérias, "ensinando a pensar". "O que ocorre atualmente é um distanciamento do pensamento, e isto se reflete - ainda que muitos não percebam", sintetiza.
Conforme Marilena, falar sobre democracia, violência e participação é, necessariamente, conversar sobre mudanças na estrutura brasileira. "Mas, para tanto, é necessário investimentos na Educação e na cultura, além de aprimorar a economia e avaliar a política." A filósofa acredita que ainda que esteja distante dos bancos escolares, o Ensino filosófico deve ser pilar para a democracia, "e isto só se dará através do diálogo de forma clara, próximo da realidade de quem ouve". Para a professora da USP, entre as limitações que podem ser exemplificadas está o linguajar utilizado. Ao escutar a palavra filosofia, muitos ficam indiferentes, achando que se trata de algo que nada influencia. "Se fosse melhor abordada, com exemplos práticos, onde se comprova que o pensar muda o agir, seria mais fácil", justifica.
Reconhecida por sua produção acadêmica, Marilena já lançou obras de linguagem simples e didática. "O Que é Ideologia" tornou-se um best-seller e vendeu mais de 100 mil exemplares, muito acima da média de vendas dos livros no Brasil.
Aos 70 anos, Marilena relata que a Filosofia ainda é pouco retratada no ambiente escolar. Segundo ela, a disciplina poderia ser abordada e associada a outras matérias, "ensinando a pensar". "O que ocorre atualmente é um distanciamento do pensamento, e isto se reflete - ainda que muitos não percebam", sintetiza.
Conforme Marilena, falar sobre democracia, violência e participação é, necessariamente, conversar sobre mudanças na estrutura brasileira. "Mas, para tanto, é necessário investimentos na Educação e na cultura, além de aprimorar a economia e avaliar a política." A filósofa acredita que ainda que esteja distante dos bancos escolares, o Ensino filosófico deve ser pilar para a democracia, "e isto só se dará através do diálogo de forma clara, próximo da realidade de quem ouve". Para a professora da USP, entre as limitações que podem ser exemplificadas está o linguajar utilizado. Ao escutar a palavra filosofia, muitos ficam indiferentes, achando que se trata de algo que nada influencia. "Se fosse melhor abordada, com exemplos práticos, onde se comprova que o pensar muda o agir, seria mais fácil", justifica.
Reconhecida por sua produção acadêmica, Marilena já lançou obras de linguagem simples e didática. "O Que é Ideologia" tornou-se um best-seller e vendeu mais de 100 mil exemplares, muito acima da média de vendas dos livros no Brasil.
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